A criação de uma estratégia de música pode facilitar, para as marcas, a ligação com o mercado dos consumidores jovens, avaliado em um trilião de dólares. É este o próximo desafio para os marketeers. Michael Paull, EVP e global digital business da Sony Music, acredita que a oportunidade de ligação através da música vai ter origem em serviços baseados na localização e em experiências multicanal.
Estes serviços de geolocalização vão funcionar por associação de pontos geográficos a artistas específicos e consequente oferta, aos consumidores, de mais informação sobre as marcas e os artistas. A ligação com o consumidor de música tornou-se mais difícil quando a indústria musical migrou de media físicos para digitais, porque, segundo Paull, “perdeu-se a expressão social”, que está a voltar, a pouco e pouco, com a social media e o avanço tecnológico.
Jeff Levick, CMO da Spotify, disse que a música se tornou um objeto social na estratégia de marketing. “Desde que nos lançámos com o Facebook há alguns meses, conseguimos 1,5 mil milhões de impressões – ou seja, uma menção num feed de notícias”, explicou. Este número gerou, por sua vez, 50 mil milhões de impressões no mundo da música na comunidade do Facebook.
A tecnologia facilita aos editores e às marcas encaixar música em sites e anúncios, mas é importante lembrar a importância de, na idealização de uma campanha, compreender o público antes de produzir o conteúdo. Kevin Bailey, presidente da Vans, refere a necessidade de combinar os artistas com a marca: “Trata-se de falar com artistas emergentes como a Gwen Stefani ou os Green Day desde cedo, para perceber o que é importante para eles.”
Fonte:
MediaPost