Para 2013, o objetivo primordial dos editores é aumentar a base de leitores das suas publicações. Uns veem no mobile o caminho para o sucesso, outros testam a eficácia das paywalls. As versões digitais parecem, porém, incontornáveis, mas com várias potencialidades a explorar.
No caso do Wall Street Journal, disponível para iOS, Kindle Fire e Blackberry, o digital permite uma ação mais instantânea, em tempo real. Alisa Bowen, chief product officer, prevê o crescimento contínuo dos produtos digitais, sempre como complemento da experiência diária conseguida com o papel. A “transparência e clareza” dos preços são, de acordo com a responsável, fundamentais para conseguir chegar a novos leitores. No caso do Wall Street Journal, existem duas opções – 21,99 dólares pela versão digital e 25,99 dólares por ambas.
A revista The Economist já tem, espalhados por todo o mundo, mais de 100 mil subscritores da versão digital, compatível com iOS, Android, Blackberry, X, Windows 8 e Kindle Fire. A entrada em novas plataformas está a ser estudada e está para breve. Curiosamente, a The Economist cobra o mesmo valor quer se trate da edição digital ou em papel, 127 dólares por uma subscrição anual. Por ambas, o preço é de 160 dólares anuais. “As pessoas pagam pelo conteúdo e não pelo pedaço de papel onde está escrito”, garante Michael Brunt, senior vice president. Os preços premium são, de acordo com o responsável, importantes para a revista como marca.
A revista The Atlantic optou por disponibilizar, na app para iOS, o conteúdo da versão impressa. Com a decisão, espera ver as subscrições digitais a duplicar em 2014. Para as restantes plataformas – Kindle, Kindle Fire, Nook e Google – estão disponíveis réplicas digitais da The Atlantic. Embora não esteja nos planos a criação de mais apps nativas, a adoção de uma paywall pode ser uma possibilidade.
Fonte: Mashable