Internet
Facebook. A vida depois do alcance orgânico
6 de janeiro de 2015
 

Ao longo do último ano, o declínio no alcance orgânico do Facebook tornou-se num tema de discussão recorrente entre os profissionais de marketing. A referida queda terá afetado, de modo significativo, as estratégias de content marketing das marcas que utilizam, sobretudo, a rede social de Mark Zuckerberg para comunicar com os fãs e potenciais consumidores.

Ao entenderem que os conteúdos orgânicos atingiam cada vez menos indivíduos dos seus públicos-alvo, as marcas lançaram-se na criação de conteúdos especificamente preparados para serem distribuídos e suportados por media paga. 

O sucesso de uma marca no Facebook costumava medir-se, em parte, pelo número de likes e pelo número de fãs. O marketing praticado pelas marcas nesta rede social tinha, assim, como principais objetivos fazer crescer a base de fãs e criar com ela um forte envolvimento.

Contudo, refere o Wallblog, “as marcas ‘iluminadas’ estão agora focadas em estratégias de media paga, que alcançam os consumidores através do feed de notícias, mesmo que não sejam seus fãs”. Este comportamento é também incentivado pelo próprio Facebook, que continua a realizar diversos cortes ao nível do alcance orgânico.

Com as páginas das marcas a assumirem cada vez menos importância nas estratégias de marketing praticadas nas redes sociais, assiste-se agora a uma lenta, mas significativa, mudança em termos de utilização do Facebook pelos marketeers: os conteúdos das marcas são hoje essencialmente alavancados por posts pagos e dark posts – posts plubicitários que não vigoram na página da comunidade. O mesmo significa, pois, um declínio das aplicações, atualizações que incentivam interações sociais e conteúdo focado na comunidade.

O Facebook deixou de ser sinónimo de publicidade gratuita e as marcas devem estar dispostas a pagar para obter resultados. No entanto, é bom que percebam que não podem cingir-se a estratégias de media paga para serem bem-sucedidas no contexto Facebook. Conteúdos relevantes e de qualidade, com sentido para o consumidor, são cada vez mais valorizados.

Com 1,2 mil milhões de utilizadores, o Facebook representa uma plataforma indispensável para alcançar eficazmente públicos-alvo com conteúdos de marca relevantes. A concorrência cada vez mais apertada e criativa no feed de notícias dos utilizadores desta rede pode ainda contribuir para incrementar o alcance orgânico e as interações. Todavia, estas oportunidades revelam-se cada vez mais raras e escassas. É, então, tempo de as marcas investirem seriamente nas redes sociais, aliando uma estratégia absolutamente criativa com uma sólida componente de media paga. 
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