O fio condutor da disrupção digital é que os intermediários acabaram, em todas as indústrias
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Opinião
Disrupção é a palavra de ordem
21 de dezembro de 2015
 

por Mark Barrenechea


Os disruptores digitais estão a usar a tecnologia para desintermediar toda a indústria e derrubar gigantes corporativos. Novas nomenclaturas surgiram para descrever este processo transformacional. Na Era da Internet, falávamos sobre o facto de termos sido ‘amazonados’. Na Era Digital, falamos sobre sermos ‘uberizados’.

A Uber entrou em força nas massas, rasgou uma centena de anos de história, expôs e tratou a ineficiência e as imperfeiçoes dos principais players. Tornou os colaboradores e empregadores num só (apesar de referir que não tem trabalhadores. Veremos). Demonstra o melhor exemplo de como a oferta vai ao encontro da procura que alguma vez vi, e opera num mercado onde não é usado dinheiro vivo.

Todas as indústrias são vulneráveis. Todos os intervenientes são vulneráveis. E enfiar a cabeça na areia não muda o facto de a disrupção estar em todo o lado. O fio condutor da disrupção digital é que os intermediários acabaram, em todas as indústrias.

Vejamos o exemplo das seguradoras. Nos Estados Unidos da América, os agentes de seguros têm em média 59 anos. Os mediadores irão desaparecer nos próximos cinco anos, à medida que se vão reformando. E não há uma substituição sólida, pelo que a alternativa parece passar por haver uma relação direta e próxima, entre o cliente e a companhia de seguros. Os seguros serão diretos.

A logística e a cadeia de fornecimento estão a mudar drasticamente. A Amazon está a criar algoritmos sobre o comportamento dos seus clientes. Se um cliente comprar uma mesa de jardim online, eles enviam também um guarda-sol para o centro de distribuição que esteja mais perto, nesse mesmo dia, como oferta.

A Uber é, em última análise, uma empresa de logística. A força de vendas redefiniu o ecossistema de parcerias de serviços e software. Porque precisam de intermediários quando vendem um serviço de subscrição? A resposta é simples: não precisam.

A Uber versus o modelo de táxi tradicional ou Netflix versus Blockbuster. Estes são apenas alguns exemplos de como os disruptores digitais conseguiram destituir os gigantes. Está preparado para esta nova era?




Mark Barrenechea

Presidente e CEO da OpenText

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